LETRAMENTO DIGITAL

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Biografia Oficial de Rick Martin

Por Rafael Cunha de Vasconcelos

Demorou mas já está à venda a biografia oficial de Ricky Martin. Os fãs poderão se deliciar com a verdadeira história do astro, escrito por ele mesmo. Lançado pela Editora Planeta, Ricky Martin EU, promete em 299 páginas despir a alma do autor.

" (...) sou Ricky; mas na vida privada sou kiki, um homem que enfrenta a cada dia os desafios da vida, como todo mundo. Embora a maioria das pessoas que vão ler este livro tenha uma percepção clara de quem eu sou como artista, há uma parte fundamental de mim que muitos poucos realmente conhecem".

O livro vem com a premissa de expor a alma nua e crua de Ricky Martin.

"Conforme fui escrevendo este livro, passei por muitos momentos em que me senti completamente vulnerável. Ao mesmo tempo, porém, houve outros momentos em que me senti animado, livre e feliz por, afinal, deixar o passado para trás". - em um outro trecho Ricky ainda revela - "Escrevi este livro com o coração à mostra. No entanto, antes de continuar, quero deixar claro que, só porque resolvi falar sobre a minha vida, isso não quer dizer que vou falar sobre a vida dos outros. Todo mundo tem direito a privacidade e discrição, por isso resolvi proteger os nomes verdadeiros e características de algumas pessoas".

Apelativo ou não, Ricky cita durante todo o livro sobre a importância da busca interior, do auto conhecimento e da conquista da felicidade interna. Logo na introdução é citado um texto de Mahatma Gandhi.

O autor ainda confessa: " Meu pai uma vez me disse: "Maldito dia em que você entrou no Menudo. Naquele dia perdi meu filho". (...) " "Você passou no teste! você é um Menudo!". Fiquei sem fala (...) mas o mais inacreditável é que me contaram às sete da noite, e às oito horas do dia seguinte eu estava em um avião para Orlando (...) Em menos de 24 horas minha vida havia mudado completamente"

Pela primeira vez Ricky Martin fala abertamente sobre sexo, sem medos, remorsos e pudores: "Quando entrei para o Menudo, não sabia nada sobre sexo, o que até certo ponto era perfeitamente normal, visto que só tinha doze anos. (...) De qualquer forma, apesar de na época ser uma estrela por causa do Menudo, amadureci tarde. Muitos dos meus amigos já tinham feito o papel de arrasa-corações  até estado com meninas. Todos eles na verdade, menos eu".

Em relação a sua primeira transa ele conta, "Era uma garota bonita e eu gostava dela, mas a verdade é que não havia uma sensação de proximidade entre nós, e é por isso que não acho que tenha sido especial. Lembro-me de ficar com a sensação do tipo: "É só isso?", e pensar: "É disso que todo mundo estava falando? Urgh, é horrível!".

Sobre o Menudo ele confessa que sua vontade de sair do grupo era quase maior do que quando sonhava em fazer parte do então fenômeno da época - "Muitas vezes trabalhávamos por 14 horas, cinco ou seis dias seguidos, e no sétimo subíamos em um avião ou ônibus para nos dirigir a outra cidade. Trabalhei tão intensamente quando estava no Menudo que no último ano já estava cheio de estar na banda. (...) Não acho que deixar Porto Rico, ou ter passado um tempo no Menudo, tenha sido de todo bom ou ruim. Foi os dois. (...) Sacrifiquei minha juventude e minha inocência (...)". 

Foi neste período que o astro passou por inquietações em sua vida, momento este em que sua homossexualidade começara a aflorar: "(...) eu realmente perdi algumas coisas essenciais na vida, e toda a incerteza, o medo e a confusão da adolescência não demoraram para me atingir com força quando voltei para casa". (...) "dos doze aos dezessete anos (...) tudo o que eu ouvia era: "Vista isso. Corte seu cabelo assim. Cante isso. Aprenda este esquema de dança. Fale com este jornalista". Nunca tinha a chance de tomar minhas próprias decisões, (...) Durante esses mesmos cinco anos, fui treinado - doutrinado - para personificar um conceito. Fui obrigado a esconder meus sentimentos e minha personalidade a todo custo". (...) "Dizia para mim mesmo: "Não, não quero sentir isso" e me fechava. Era difícil dizer "Amo você", porque o que eu mais temia era a rejeição".


"Ricky Martin escreveu uma autobiografia extraordinária, a história de uma alma torturada que se curou ao retornar a um estado de inocência e autenticidade. Sua história falará diretamente aos leitores por ser, em certo sentido, uma história de humanidade - do sagrado coração e do profano, de desejo proibido e amor incondicional. É preciso coragem para ser tão cruelmente honesto e transparente, mas só este tipo de coragem e esse tipo de amor podem curar o mundo. Bravo!" - DEEPAK CHOPRA

NOTA DO AUTOR: Não terminei de ler a biografia, mas confesso de ante mão que a leitura está sendo muito agradável, e mais, Ricky faz confissões, afirmações e citações que me tocam de verdade. Mesmo para os não fãs, a leitura é recomendável. 

2 comentários:

Alexandre disse...

não sou fã dele e gostei muito do livro! muito bom, me ajudou demais no meu crescimento pessoal e profissional!

Professor Especialista Rafael Vasconcelos disse...

É um belo livro realmente.

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