Professor Rafael Vasconcelos

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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Rafael e Walcyr Carrasco

Como prometido, sempre que eu tiver alguma novidade a respeito do lançamento do novo livro de Walcyr Carrasco ao qual tive uma singela contribuição, irei postar em meu blog.

Acabo de receber este TT.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL versus COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL: NOVOS DESAFIOS TEÓRICOS


Por: Rafael Vasconcelos

A não aplicabilidade de processos comunicativos relevantes no ambiente das organizações, principalmente em situações complexas, leva a reflexão de um novo conceito de comunicação organizacional, visto que, o papel da comunicação e da informação neste ambiente tem despertado o desenvolvimento de diferentes enfoques conceituais e teóricos.
            Em pleno século XXI faz-se necessário entender a complexidade que envolve a informação e os processos comunicacionais na gestão estratégica das organizações, devido ao novo perfil dos profissionais em que o ritmo é mais acelerado se comparado ao século passado. Sendo assim, as organizações têm a necessidade de buscar novas lógicas de gestão para enfrentar a competividade, ou seja, ser inovadoras, criativas e dinâmicas.
            Diante desta realidade competitiva é importante obter a informação e a comunicação como instrumentos e processos poderosos para a realização das potencialidades estratégicas, para que haja ampliação e integração das estruturas organizacionais, uma vez que estas – as estruturas organizacionais – desenvolvem funções, tomam decisões e estabelecem contatos com clientes, fornecedores e parceiros. Logo, é de extrema importância/necessidade que as organizações repensem e aprimorem seus referenciais teóricos e metodológicos tradicionais.
            Uma organização é muito mais que um grupo compostos por especialistas que trabalham em conjunto numa determinada tarefa, é unidade coletiva de ação formada para perseguir fins específicos, dirigida por um poder que estabelece a autoridade determinando assim o status e o papel dos membros nela envolvida.
            A comunicação organizacional é abrangida por todo o tipo de organização social, podendo ser ela pública ou privada. Dentre as abordagens dominantes no âmbito da comunicação empresarial, a empresa deve ter como objetivo primordial a busca pela melhor mensagem e meio de estabelecimento de contatos com o público alvo. A ênfase que era dada à produção mudou-se para a ênfase ao consumidor, ou seja, a empresa deve estabelecer uma comunicação direta com a comunidade, cliente, agentes governamentais, fornecedores e com todos aqueles agentes que também atuam nesse universo ou rede.
            Importante salientar que não há organização sem uma prática comunicativa. A comunicação é essencial para a operação da entidade e está intimamente vinculado às formas de significar, valorizar e expressar uma organização.
            Diante desta realidade globalizada a nova configuração macroeconômica, lida com públicos em demandas não só de produtos e serviços, como também de diálogo. Com isso o papel esperado da comunicação vai muito mais além, servindo de suporte para um modelo de gestão bem estruturado.
            Conclui-se então que a comunicação nada mais é do que a necessidade dos seres humanos de se comunicarem por meio de um diálogo argumentado, pois estas argumentações são formas comunicacionais quase que extraordinárias, pressupondo muito mais que os relacionamentos humanos. Desta forma, a comunicação assume um papel abrangente, fazendo referência a tudo que envolve desde seu clima interno até as suas relações institucionais. Portanto, não PE mais possível conceber e executar planos, projetos e programas isolados de comunicação institucional, é de extrema importância a integração de todos os setores da organização, envolvendo todos os seus participantes para uma boa estratégia comunicacional/empresarial.
           

TBC - Teatro Brasileiro de Comédia

 
Teatro Brasileiro de Comédia (TBC') foi um importante teatro brasileiro, localizado na cidade de São Paulo, na rua Major Diogo. Foi fundado em 1948, pelo industrial italiano Franco Zampari.
Depois de se tornar referência e ser um grande teatro brasileiro, passou por várias crises e ficou fechado em alguns períodos. Há alguns anos foi reformado e voltou a atuar, até ser fechado novamente.

Durante as várias fases por que passou e durante os anos em que existiu como companhia estável, de 1948 a 1964, o palco do TBC chegou a ter o melhor elenco do país, em que se distinguiam: Cacilda Becker, Tônia Carrero, Fernanda Montenegro, Cleyde Yáconis, Nydia Lícia, Nathalia Timberg, Tereza Rachel, Paulo Autran, Sérgio Cardoso, Jardel Filho, Walmor Chagas, Ítalo Rossi e muitos outros. A encenação estava confiada a europeus e, em certos momentos, até quatro deles se alternavam nas montagens: Adolfo Celi, Luciano Salce, Ruggero Jacobbi, Ziembinski, Flaminio Bollini Cerri, Maurice Vaneau, Alberto D'Aversa e Gianni Ratto.

As premissas eram a implantação de um teatro de equipe, em que todos os papéis recebiam o mesmo tratamento, e se valorizavam igualmente a cenografia e a indumentária, a cargo de Aldo Calvo, Bassano Vaccarini, Tulio Costa, Gianni Ratto e Mauro Francini; e a política do ecletismo de repertório, revezando-se no cartaz Sófocles, John Gay, Goldoni, Strindberg, Bernard Shaw, Pirandello, Tennessee Williams, Arthur Miller, Sauvajon, Sardou, Roussin, Barillet e Grédy, Jan de Hartog e André Mirabeau, entre muitos outros.

Um desdobramento do TBC foi a criação da Companhia de Cinema Vera Cruz, cujos galpões em São Bernardo do Campo abrigaram inúmeras produções nacionais, algumas premiadas internacionalmente.

O TBC consolidou a renovação estética do espetáculo brasileiro, iniciada pelo grupo amador carioca de Os Comediantes, e tornou-se a origem de outros conjuntos dele desdobrados, como a Companhia Nydia Lícia-Sérgio Cardoso, a Companhia Tônia-Celi-Autran, o Teatro Cacilda Becker e o Teatro dos Sete. Maria Della Costa, enquanto aguardava a construção de sua casa de espetáculos, passou por ele, e adotou no Teatro Popular de Arte os mesmos princípios.
Acusado de certo conservadorismo, tanto na encenação quanto na escolha de seus textos, além de certo privilégio a uma cultura oficial que mantinha laços com a burguesia dominante, o TBC entrou em sua última fase, alterando suas diretrizes. Passou a confiar as encenações aos brasileiros Flávio Rangel e Antunes Filho, além do belga Maurice Vaneau, e o repertório privilegiou os dramaturgos nacionais Dias Gomes, Jorge Andrade e Gianfrancesco Guarnieri, quando, antes, o autor da casa havia sido Abílio Pereira de Almeida.

domingo, 17 de abril de 2011

Taare Zameen Par - तारे ज़मीन पर



Este filme é uma obrigatoriedade aos pais e professores.Vencedor do prêmio de melhor filme no último Filmfare Awards, a mais importante premiação do cinema indiano.

Taare Zameen Par - Every Child is Special (Como Estrelas na Terra - Toda Criança é Especial) foi lançado nas salas indianas no finalzinho de 2007 (mais precisamente, dia 21 de dezembro) e imediatamente conquistou o coração dos indianos. Sem as típicas cenas de dança que caracterizam o cinema bollywoodiano, Taare Zameen Par conta a história de uma criança que sofre com dislexia e custa a ser compreendida.

Ishaan Awasthi, entre 8 e 9 anos, já repetiu uma vez o terceiro período (no sistema educacional indiano) e corre o risco de repetir de novo. As letras dançam em sua frente, como diz, e não consegue acompanhar as aulas nem focar sua atenção. Seu pai acredita apenas na hipótese de falta de disciplina e trata Ishaan com muita rudez e falta de sensibilidade. Após serem chamados na escola para falar com a diretora, o pai do garoto decide levá-lo a um internato, sem que a mãe possa dar opinião alguma. Tal atitude só faz regredir em Ishaan a vontade de aprender e de ser uma criança. Ele visivelmente entra em depressão, sentindo falta da mãe, do irmão mais velho, da vida... e a filosofia do internato é a de "disciplinar cavalos selvagens". Inesperadamente, um professor substituto de artes entra em cena e tão logo percebe que algo de errado estava pairando sobre Ishaan. Não demorou para que o diagnóstico de dislexia ficasse claro para ele, o que o leva a por em prática um ambicioso plano de resgatar aquele garoto que havia perdido sua réstia de luz e vontade de viver.

O filme é uma obra prima do até então ator e produtor Aamir Khan, já macaco velho nas bandas de Bollywood. Pela primeira vez, após a atuação em sucessivos filmes que lhe deram a fama em anos recentes, Khan quis arriscar-se como diretor e impressionou pela qualidade e sensibilidade neste filme. Ele não só dirige TZP, como produz, com sua Aamir Khan Productions, e também atua no papel do professor substituto.

Ishaan Awasthi é interpretado pelo estreante Darsheel Safary, que também surpreendeu pela qualidade de sua atuação. Merecidamente, Safary ganhou o prêmio de melhor ator pela crítica, no mesmo Filmfare Awards deste ano de 2008. Virou celebridade.

Além dos prêmios de melhor filme e melhor ator pela crítica, TZP ganhou também o prêmio de melhor direção, para Aamir Khan, e de melhor letra de música. O filme, embora não tenha as exóticas cenas de dança, tem músicas que aparecem como clipes, com imagens que não só ilustram a melodia, mas também fazem parte do decorrer da história. Dentre as músicas (muito boas, por sinal), Maa, que significa "mãe" em hindi, recebeu o prêmio de melhor letra.


Trailer do filme:








sexta-feira, 15 de abril de 2011

Nise Palhares, do Ídolos 2010, arrasa na abertura de Divã, na Globo

A carioca dá um show em, O Quereres


A música poderia acompanhar também as aventuras de Mercedes
Para mim ela deveria ter sido a vencedora do Ídolos 2010, o programa de calouros da Rede Record. Mas Nise Palhares nem mesmo chegou à final, disputada entre o correto Tom Black e o insoso Israel Lucero, que acabou vencendo o reality show. Mas realmente vencer uma produção como essa não é garantia de sucesso, vide Roberta Sá e Thiaguinho (do Exaltasamba), os dois mais bem sucedidos participantes do Fama, da Globo, que nem mesmo chegaram à final! Pois Nise simplesmente canta a dificílima O Quereres, de Caetano Veloso, na abertura de Divã, o melhor lançamento entre as novas atrações da Globo. E Nise dá um show. Confesso que após o primeiro episódio pensei que fosse Ana Carolina cantando, mas no segundo já ficou claro que era Nise mesmo, com sua voz forte e afinada. A música bem que poderia ser usada durante as cenas também, acompanhando a trajetória de Mercedes (Lilia Cabral), não acha? Espero que esse seja apenas o primeiro passo de uma trajetória de sucesso dessa bela carioca.


O QUERERES
Onde queres revólver, sou coqueiro
E onde queres dinheiro, sou paixão
Onde queres descanso, sou desejo
E onde sou só desejo, queres não
E onde não queres nada, nada falta
E onde voas bem alto, eu sou o chão
E onde pisas o chão, minha alma salta
E ganha liberdade na amplidão
Onde queres família, sou maluco
E onde queres romântico, burguês
Onde queres Leblon, sou Pernambuco
E onde queres eunuco, garanhão
Onde queres o sim e o não, talvez
E onde vês, eu não vislumbro razão
Onde o queres o lobo, eu sou o irmão
E onde queres cowboy, eu sou chinês
Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor
Onde queres o ato, eu sou o espírito
E onde queres ternura, eu sou tesão
Onde queres o livre, decassílabo
E onde buscas o anjo, sou mulher
Onde queres prazer, sou o que dói
E onde queres tortura, mansidão
Onde queres um lar, revolução
E onde queres bandido, sou herói
Eu queria querer-te amar o amor
Construir-nos dulcíssima prisão
Encontrar a mais justa adequação
Tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e é de viés
E vê só que cilada o amor me armou
Eu te quero (e não queres) como sou
Não te quero (e não queres) como és
Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor
Onde queres comício, flipper-vídeo
E onde queres romance, rock?n roll
Onde queres a lua, eu sou o sol
E onde a pura natura, o inseticídio
Onde queres mistério, eu sou a luz
E onde queres um canto, o mundo inteiro
Onde queres quaresma, fevereiro
E onde queres coqueiro, eu sou obus
O quereres e o estares sempre a fim
Do que em ti é em mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal
Bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente impessoal
E eu querendo querer-te sem ter fim
E, querendo-te, aprender o total…

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