Professor Rafael Vasconcelos

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LETRAMENTO DIGITAL

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Querido John

Sou mega suspeito em falar sobre Nicholas Sparks, visto que o tenho como um dos meus ídolos literários. Querido John não foge da linha romance água com açucar - característica do autor. Mas esta história em especial, é muito especial. Uma história sem final feliz, mas ao contrário do que se pode pensar, o leitor não encerra a obra com a sensação de frustração. Pelo contrário. O leitor fica tão apaixonado quanto um "Viveram felizes para sempre."


Em Querido John  o jovem indomado John Tyree ingressa nas Forças Armadas, depois de uma longa e difícil convivência com o taciturno pai. Aliviado por sair de casa, ele vê o mundo se desdobrar diante de si, com milhares de novas perspectivas, antes ausentes de sua existência.

Ao aproveitar sua primeira licença em visita ao pai, em Wilmington, ele conhece Savannah Lynn Curtis, depois de um incidente com sua bolsa, a qual ele resgata e, depois de posar como herói, é convidado pela garota a se juntar ao seu grupo de amigos, em um churrasco. Um vínculo instantâneo se estabelece entre ambos e eles não conseguem mais ficar distantes um do outro.

Mas o tempo passa e, apesar de acreditar ter encontrado a mulher de sua vida, John é obrigado a retornar para o Exército, após duas semanas de intenso relacionamento afetivo. Savannah promete esperar sua volta, depois do término das obrigações com as Forças Armadas.

O que os dois amantes não podem imaginar é que um único dia e os terríveis eventos que ele testemunha, o fatídico 11 de setembro, quando os Estados Unidos sofrem um inesquecível atentado terrorista, mudará tudo também em suas vidas. Entre o que sente pela mulher amada e as dívidas que assume, a partir de então, com seu país, John é obrigado a fazer uma escolha que pode abalar definitivamente seu relacionamento com Savannah.

O jovem se alista por mais dois anos e o intercâmbio de cartas entre ele e a amada vai adquirindo uma tonalidade menos apaixonada, e as mensagens vão se espaçando, o que pode levar ambos a crer que a conexão entre eles não é intensa o suficiente para transcender o tempo e o espaço e mantê-los unidos.
Ao contrário das histórias de amor tradicionais, John e Savannah não são exatamente almas gêmeas, o que não os impede de constituir uma dupla admirável. Com o tempo, porém, as distinções entre eles ganham força, impulsionadas pela distância. O enredo atinge o ápice quando ele, o jovem rebelde e às vezes rude, recebe uma carta definitiva da garota espontânea e cheia de sonhos. Esta última mensagem pode mudar tudo entre eles. Não é difícil para o leitor, nesse entremeio, se identificar com alguns dos personagens.

Para quem assistiu ao filme, apenas, digo: esqueçam a história que o cinema lhe mostrou. Querido John é a pior adaptação já realizada para as telonas, na minha humilde opinião. No cinema, a história de John e Savannah, bem como os demais personagens que os acercam, foram deturpados, bem como a história em si. No filme há detalhes que não são originais da obra de Nicholas Sparks, como a salvação de John por uma moeda. Minha decepção e indignação quanto a adaptação se dá pelo fato de que, é perfeitamente normal elementos serem cortados, em se tratar de cinema, mas daí a deturpar a história e o perfil psicológico dos personagens, para mim, é demais.

No livro Savannah é uma menina doce e apaixonante, bem como John. Porém o filme não explora esta doçura de Savannah, não faz com o que o expectador torça pelo casal como faz o livro. Sendo assim, quem assistiu apenas ao filme, não sabe da bela história que é Querido John.

A Cabana

Terminei de ler o livro ontem. O que posso dizer dele? Achei um romance curioso. Apenas isso, mais nada.

Ficava incomodado quando via uma ou outra pessoa discutindo sobre o livro e eu sem poder opinar. Fui até uma livraria e o peguei em mãos. Fiquei indeciso se o levava ou não. Olhando a contracapa me senti forçado a ler após a crítica de Mike Morrel, ao dizer: "(...) Se você tiver que escolher apenas um livro de ficção para ler este ano, leia A Cabana."

Detestei as primeiras páginas. A impressão que tive era a de que eu estava lendo aqueles folhetos religiosos que deixam em nossa caixa de correio. Postando um comentário e outro em meu perfil no Facebook, não faltaram comentários elogiando a obra. Houve também quem criticou, mas a grande maioria o classificou como Excepcional! Isso fez com que eu "empurrasse" minha leitura. 

Não sei se é devido a minha criação, mas a história da família que vive para Deus, a família de comercial de margarina... Soa-me um tanto surreal e entediante. Principalmente na passagem em que relata que o personagem protagonista Mack, sempre orava com seus filhos antes de dormir. 

Minha leitura começou a criar curiosidade a partir do momento em que Mack retorna à Cabana. Para quem ainda nçao o leu, não entregarei as fichas, mas achei curiosa a maneira como a Santíssima Trindade é explicada e tratadas com carinho durante toda a narrativa. Bem verdade que eu nunca entendi esta história de que Deus, Jesus e Espírito Santo; são as mesmas pessoas. Verdade ou não, por eu ser um leigo no assunto, a explicação dada no livro me serviu e basta. 

O livro está mais para auto-ajuda do que para uma obra de ficção, embora todos os elementos usados são os de uma narrativa. O que chamou a minha atenção, além da forma diferenciada com que Deus é abordado, foram algumas frases citadas que achei interessante. Não são frases para Twitter e/ou Facebook, e, sim, frases que nos leva a alguma reflexão.

"(...) Suas escolhas também não são mais fortes do que os meus propósitos, e eu usarei cada escolha que vocês fizeram para o bem final e para o resultado mais amoroso." - Deus em forma de uma negra, sim, mulher; conversando com Mack.

"(...) Você vê a dor e a morte como males definitivos, e Deus como o traidor definitivo, ou talvez, na melhor das hipóteses, como fundamentalmente indigno de confiança. Você dita os termos, julga meus atos e me declara culpado."  - Ou seja. Vivemos no livre arbítrio. Quando escolhemos um caminho errado onde as coisas podem dar errado, nos viramos contra Deus. - Faz sentido, pelo menos para mim. Ele nos deu o bem e o mal, cabe a nós qual escolher.

"(...) Você não pode "produzir" confiança, assim como não pode "fazer" humildade. Ela existe ou não. A confiança é fruto de um relacionamento em que você sabe que é amado." - Me fez refletir.

"(...) A imaginação é uma capacidade poderosa! (...) Mas, sem sabedoria, a imaginação é uma professora cruel." - Transmitindo para uma situação amorosa. Qual o ciumento que nunca imaginou coisas e se cobrou ou cobrou alguém pela sua imaginação que por muitas vezes são irreais?

"(...) É impossível ter poder sobre o futuro, porque ele não é real, e jamais será." - Muito reflexivo.

" - Nossa Terra é como uma criança que cresceu sem pais, não tendo ninguém para guiá-la e orientá-la. (...) Alguns tentaram ajudá-la, mas a maioria procurou apenas usá-la. Os seres humanos, que receberam a tarefa de guiar amorosamente o mundo, em vez disso o saquearam sem qualquer consideração. E pensaram pouco nos próprios filhos, que vão herdar sua falta de amor. Por isso usam e abusam da Terra e, quando ela estremece ou reage, se ofendem e levantam os punhos contra Deus." -  Explicação bastante coerente com a nossa realidade.

"Submissão não tem a ver com autoridade e não é obediência. Tem a ver com relacionamentos de amor e respeito." - Tapa na cara, não?

"(...) Julgar exige que você se considere superior a quem você julga (...)" - E então?...

"(...) religião, política e economia são ferramentas que muitos usam para sustentar suas ilusões de segurança e controle (...)."

"(...) As mentiras são um dos lugares mais fáceis para onde os sobreviventes correm. Elas dão um sentimento de segurança, um lugar onde você só precisa contar consigo mesmo. Mas é um lugar escuro, não é?" - Para mim esta é a melhor passagem.

Acredito que não importa o adjetivo que cada um dará ao livro, mas vale ressaltar que tudo o que é dito em A Cabana, trata-se de uma ficção, por mais auto-ajuda que ele pareça ser. Importante que os leitores não façam como fizeram em O Código Da Vinci de Dan Brown, achando que a ficção é a verdade única e absoluta.

Aos curiosos, boa leitura.


A Menina que Roubava Livros


Markus destaca neste romance a importância das palavras em um dos momentos mais dolorosos já vividos pela Humanidade. Realmente, ao lado da protagonista, Liesel Meminger, e de seu companheiro de aventuras Rudy Steiner, brilham as palavras, personagens especiais deste enredo, sempre no centro da ação, nas entrelinhas ou na tessitura da narrativa. Palavras que constroem e destroem, que Liesel ama e odeia. As cores também se sobressaem nesta história que se passa na época do Nazismo, em plena Alemanha hitleriana, narrada por ninguém menos que a Morte, sob o ponto de vista desta e com seus comentários geniais intercalados à narrativa. Aliás, esta narradora tem um jeito bem peculiar de interpretar as lembranças de Liesel, gravadas em seu diário – na verdade um livro, no qual a menina se reconcilia com as palavras e grava a essência de sua existência -, perdido durante a Guerra e resgatado pela Morte, que o traduz ao leitor.

Para a narradora, não importa saber o que vai ocorrer no final do romance, o mistério suspenso, mas sim o trajeto narrativo e toda a riqueza inerente a ele – os recursos estilísticos, a prosa poética, a magia oculta nas entrelinhas, a emoção e o humor inusitado que se revelam aqui e ali, as surpresas lingüísticas, as tiradas metanarrativas, muitas vezes irônicas, doadas ao leitor pelo autor, através de sua narradora. Desta forma, o escritor questiona a narrativa tradicional, os mecanismos estratégicos que geram e mantêm o suspense, até a solução final do enigma, os quais condicionam a história à resolução deste, desprezando muitas vezes o valor da narração, as riquezas que dela podem ser extraídas. O autor propõe aqui uma valorização do percurso, dos recursos narrativos, da apropriação da linguagem como o próprio núcleo do enredo.

Nesta obra, o autor, através da Morte, tenta provar a si mesmo e ao leitor que a vida, apesar de tudo, vale a pena. Ele se confronta com os fantasmas de seu próprio passado, presentes na trajetória de sua família durante o Nazismo. Reflexões inusitadas, de pura ironia lírica, conquistam os que lêem este romance, desde as primeiras linhas, quando se percebe claramente quem é a contadora desta e de outras histórias, e qual é o seu estilo. Mesmo assim, pode-se dizer que cada etapa da leitura nos surpreende e encanta, até quando acreditamos que o autor já esgotou toda a sua capacidade criativa. Passagens como “As labaredas cor de laranja acenavam para a multidão, à medida que papel e tinta se dissolviam dentro delas. Palavras em chamas eram arrancadas de suas frases”, referentes a uma fogueira de livros proibidos, dão espaço a outras ainda mais poéticas e irônicas. Elas se sucedem na tentativa de transmitir ao leitor o clima perturbador que pairava sobre a Alemanha Nazista.

Os caminhos da Morte e de Liesel Meminger se cruzam três vezes entre 1939 e 1943. Mas Liesel é uma sobrevivente, o que impressiona a ceifadora de vidas. Assim esta, fascinada pela garota, decide narrar sua história, ao se apropriar involuntariamente de seu diário. Esta narrativa é apenas uma entre as que a Morte poderia contar, escolhida no acervo de experiências que ela transporta em si, tentando compreender a natureza humana e a importância de sua existência. Liesel também está em busca do sentido de tudo que vive, em meio à miséria, à morte e à destruição. Nesta cruzada pela compreensão da essência da vida, a garota é guiada pelas palavras, que coincidentemente ou não a perseguem desde sua primeira perda, a do irmãozinho que ela vê morrer a seu lado, em um trem no qual é levada para uma nova vida, não necessariamente desejada por ela. Neste momento, ela se encontra diante da primeira oportunidade de furtar um livro, e é justamente a companhia das histórias que dão à menina, no centro da destruição provocada pela guerra – que oferece à Morte um trabalho redobrado -, um eixo de sustentação e um certo sentido para sua existência.

Todos um dia terão um encontro marcado com a narradora desse livro, mas apenas Liesel Meminger tem o privilégio de ter sua história narrada por ela. Mas também não é qualquer um que sobrevive a uma guerra como esta, vendo tudo e todos desabarem à sua volta, não é qualquer uma que amadurece e permanece viva ao encontrar um propósito maior para sua vida, justamente nas páginas de um livro, ou posteriormente, de um diário. Sim, parece que a Morte, ao contrário de todos os prognósticos, tem coração, e o revela ao escolher a trajetória de Liesel para transmitir ao leitor. Aliás, há muitas passagens em que esta narradora revela seu lirismo, sua ternura, seus cuidados com almas exaustas e envenenadas pela dor e pela crueldade da Guerra, até mesmo sua indignação e revolta com os extremos da desumanidade que atingem os requintes nazistas. Nestes momentos, a Morte, que é uma ótima observadora, percebe reflexos desta ideologia bárbara na própria Natureza, ora na “fuga das próprias nuvens”, ora nos contornos loiros do Sol ou no imenso e assustador “olho azul do ar” que não se consegue mais respirar.

Outras histórias dentro da história aparecem ao longo do enredo – as dos livros roubados pela Menina, as dos que ela ganha em seus aniversários, desde as narrativas inerentes ás obras até as que envolvem seu furto ou a forma como foram presenteados – cigarros trocados por livros, ou histórias escritas e pintadas em um livro como o “Mein Kampf” (“Minha Luta”), de Adolph Hitler. Cada uma destas estórias é um retrato a seu modo da Alemanha Nazista, e enriquece ainda mais a narrativa principal. Cores, desenhos, palavras, livros, aventuras vividas por Liesel e Rudy, amizades construídas sobre a dor, a miséria, a luta pela sobrevivência, como a da garota e seu pai adotivo, Hans, e a da menina com Max, um judeu que cruza sua vida e a marca definitivamente. Desta forma o autor vai tecendo o panorama desta época sombria, compondo seus contornos cada vez mais macabros, mas também permeados por aventuras infantis e sentimentos nobres.

Uma leitura deliciosa - Recomendo demais!!!
Para mim, uma narrativa única e excepcional! 
A maneira como autor vai entregando o final da história sem matar a curiosidade do leitor, e dinamizando a narrativa com sínteses, tópicos e definições do Dicionário DODEN - é brilhante.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Professora Amanda Gurgel, do RN, fala sobre situação crítica da educação e vira heroína nas redes sociais

 Rodrigo Gomes
DO EXTRA.GLOBO

RIO - A professora do Rio Grande do Norte Amanda Gurgel virou heroína da causa da classe, por melhores salários, nas redes sociais. Um vídeo no qual ela silencia os deputados do RN em audiência pública quando fala sobre a situação crítica da educação já tem mais de 54 mil visualizações no You Tube. Desde o começo da tarde desta quarta-feira (18) o nome “Amanda Gurgel” já está na lista brasileira dos Trending Topics, no Twitter.

Em seu depoimento, Amanda Gurgel acaba fazendo um resumo preciso sobre o quadro da educação no Brasil apresentando seu contracheque de R$ 930 reais. “Como as pessoas até agora, inclusive a secretária Bethania Ramalho, apresentaram números, e números são irrefutáveis, eu também vou fazê-lo. Apresento um número de três algarismos apenas, que é o do meu salário, de R$ 930".

A professora continua seu discurso dizendo que "os deputados deveriam estar todos constrangidos com a educação no estado do Rio Grande do Norte e no Brasil. Não aguentamos mais a fala de vocês pedindo para ter calma. Entra governo, sai governo, e nada muda. Precisamos que algo seja feito pelo estado e pelo Brasil. O que nós queremos agora é objetividade”.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Coleção Magic English

Acabo de adquirir o 1º volume da Coleção Magic English - Disney - da Editora Abril.
O material é bárbaro. As crianças tem o contato com o idioma de uma forma lúdica é fácil, com os personagens dos desenhos animados da Disney e Pixar.
A Coleção acompanha um livro para atividades, uma ficha de dicionário (muito bom, por sinal) e um DVD.
O DVD possui quatro menus:
1º - Show Time: as crianças se encantarão com as histórias em inglês protagonizadas pelos personagens Disney.
2º - Songs: as crianças ouvem e cantam as músicas apresentadas nos filmes e podem transformar as palavras em música.
3º - Play Time: as crianças podem se divertir com os jogos interativos (Yes or No) e Look & Listen.
4º - Word Play: as crianças podem cantar o alfabeto em inglês, brincar com as letras e as palavras e descobrir a palavra mágica.


O material é fácil e interativo. Seja em sala de aula ou em casa, a criança verá que aprender inglês nunca foi tão divertido!

A primeira edição já está à venda nas bancas com o preço promocional de R$9,90. À partir da próxima semana - o material é semanal - o kit virá com seu valor de R$19,90.

Acessando o site da editora abril - http://www.comprecolecoesabril.com.br/detalhes.asp?Produto=118865&id_campanha=668 - você tem a opção de comprar o Kit inteiro no valor à vista de R$431,29 (com 15% de desconto) ou pode optar parcelar a compra em até 8x de R$63,43 - através do boleto bancário ou qualquer cartão de crédito.

Aos pais e professores, tenho certeza de que irão amar o investimento.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Rafael e Walcyr Carrasco

Como prometido, sempre que eu tiver alguma novidade a respeito do lançamento do novo livro de Walcyr Carrasco ao qual tive uma singela contribuição, irei postar em meu blog.

Acabo de receber este TT.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL versus COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL: NOVOS DESAFIOS TEÓRICOS


Por: Rafael Vasconcelos

A não aplicabilidade de processos comunicativos relevantes no ambiente das organizações, principalmente em situações complexas, leva a reflexão de um novo conceito de comunicação organizacional, visto que, o papel da comunicação e da informação neste ambiente tem despertado o desenvolvimento de diferentes enfoques conceituais e teóricos.
            Em pleno século XXI faz-se necessário entender a complexidade que envolve a informação e os processos comunicacionais na gestão estratégica das organizações, devido ao novo perfil dos profissionais em que o ritmo é mais acelerado se comparado ao século passado. Sendo assim, as organizações têm a necessidade de buscar novas lógicas de gestão para enfrentar a competividade, ou seja, ser inovadoras, criativas e dinâmicas.
            Diante desta realidade competitiva é importante obter a informação e a comunicação como instrumentos e processos poderosos para a realização das potencialidades estratégicas, para que haja ampliação e integração das estruturas organizacionais, uma vez que estas – as estruturas organizacionais – desenvolvem funções, tomam decisões e estabelecem contatos com clientes, fornecedores e parceiros. Logo, é de extrema importância/necessidade que as organizações repensem e aprimorem seus referenciais teóricos e metodológicos tradicionais.
            Uma organização é muito mais que um grupo compostos por especialistas que trabalham em conjunto numa determinada tarefa, é unidade coletiva de ação formada para perseguir fins específicos, dirigida por um poder que estabelece a autoridade determinando assim o status e o papel dos membros nela envolvida.
            A comunicação organizacional é abrangida por todo o tipo de organização social, podendo ser ela pública ou privada. Dentre as abordagens dominantes no âmbito da comunicação empresarial, a empresa deve ter como objetivo primordial a busca pela melhor mensagem e meio de estabelecimento de contatos com o público alvo. A ênfase que era dada à produção mudou-se para a ênfase ao consumidor, ou seja, a empresa deve estabelecer uma comunicação direta com a comunidade, cliente, agentes governamentais, fornecedores e com todos aqueles agentes que também atuam nesse universo ou rede.
            Importante salientar que não há organização sem uma prática comunicativa. A comunicação é essencial para a operação da entidade e está intimamente vinculado às formas de significar, valorizar e expressar uma organização.
            Diante desta realidade globalizada a nova configuração macroeconômica, lida com públicos em demandas não só de produtos e serviços, como também de diálogo. Com isso o papel esperado da comunicação vai muito mais além, servindo de suporte para um modelo de gestão bem estruturado.
            Conclui-se então que a comunicação nada mais é do que a necessidade dos seres humanos de se comunicarem por meio de um diálogo argumentado, pois estas argumentações são formas comunicacionais quase que extraordinárias, pressupondo muito mais que os relacionamentos humanos. Desta forma, a comunicação assume um papel abrangente, fazendo referência a tudo que envolve desde seu clima interno até as suas relações institucionais. Portanto, não PE mais possível conceber e executar planos, projetos e programas isolados de comunicação institucional, é de extrema importância a integração de todos os setores da organização, envolvendo todos os seus participantes para uma boa estratégia comunicacional/empresarial.
           

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